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Como os Produtos Falsificados chegam no Brasil?

A operação para os produtos contrafeitos chegarem ao Brasil é complexa. Milhares de produtos falsificados são apreendidos no Brasil semanalmente. Mas ainda assim, o mercado ilegal continua sendo abastecido.

São Paulo é o maior centro distribuidor de mercadorias do país, com a maior concentração de poder econômico. Os principais destinos da pirataria no estado são as ruas Santa Ifigênia e 25 de março, centro da capital paulista.

Delegado Wagner Carrasco da 1ª Delegacia de Polícia de Investigações de Propriedade Imaterial, do Deic diz “Nosso maior foco de combate é fazer maior número de apreensão para que sequer isso chegue até a comercialização no varejo.”

Os produtos ilegais são produzidos especialmente na China, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP). Para evitar a fiscalização, antes de chegar no Brasil, maioria das vezes, ele é enviado para outros destinos na América do Sul, não só para o Paraguai e Bolívia, como também Guiana e Guiana Francesa, além de Suriname.

A mercadoria que sai do Paraguai, entra no Brasil por Foz do Iguaçu, que também é bastante usado para o contrabando. Já a mercadoria que vem de Guiana, Guiana Francesa e Suriname, entram pelos rios da região Norte e costuma desembarcar no Pará. E as mercadorias que vai para Bolívia, chega aqui pelas estradas, principalmente do Mato Grosso do Sul.

Produtos Falsificados chegam no Brasil

Como Funcionam as Apreensões de Produtos Falsificados no Brasil?

Os containers comportam cerca 20 toneladas de produtos. Um deles, apreendido no porto de Santos, tinha capinhas de celular que até então foram declaradas como material legal. Mas isso chamou a atenção dos fiscais e ao procurarem mais, verificaram que maior parte da carga eram de produtos ilegais. Eles encontraram roupas, óculos, brinquedos, bolsas… A receita avaliou que se os produtos tivessem chegado ao destino, os criminosos lucrariam milhões.

Richard Fernando Amoedo Neubarth, delegado da alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto de Santos disse “Aqui no Porto de Santos, nós temos 15 scanners, recebemos as imagens em tempo real. Da central de operações do porto, nossos analistas de imagens conseguem identificar uma mercadoria falsificada através da imagem.”. Ele complementa “Aqui vemos mercadorias muito bem falsificadas, dificilmente o leigo vai distinguir entre o legítimo e o pirata”.

Rolamentos falsificados

A CNN Brasil foi até a fábrica de uma das principais indústrias de rolamento do mundo para calcular o tamanho do problema. Em 2020, a empresa recebeu 600 contatos para verificar a autenticidade de peças oferecidas no mercado e em 70% dos casos, os produtos eram falsificados, segundo os representantes.

“Teve um cliente aqui, uma indústria brasileira que comprou rolamento não original, comprou sem saber, instalou na sua máquina a máquina falhou. Essa indústria ficou parada por alguns dias. A hora dessa planta parada gira em torno de 50 mil reais. Então você imagina o prejuízo que isso pode ter gerado”, diz Ademar Oliveira, gerente de vendas skf.

As análises para identificar produtos piratas precisam ser feitas na sede da empresa, na Suécia. De acordo com Alex Pereira, são diversos casos de indústrias que tiveram de parar a produção porque sem saber, estavam usando peças piratas.

Diferente de outros produtos, os rolamentos falsos, podem sair até mais caros que os originais. “Tem rolamentos que você não vai encontrar no mercado, porém o falsificado tem um prazo melhor. Você não encontra o Genuíno e o falsificado tem prazo melhor, então o cliente acaba comprando rolamento falsificado com preço acima do mercado”, diz Pereira.

Incluindo não apenas o material falsificado que chega de outros países, como também os que são fabricados dentro do Brasil. De acordo com a polícia civil, a maior parte da fábrica ilegal acontece na cidade de Nova Serrana, em Minas Gerais, Apucarana, no Paraná e Franca, em São Paulo. Nesse caso, o foco é a indústria têxtil e de calçados.

Segundo órgãos fiscalizadores, em alguns pontos, a legislação acaba dificultando o combate a falsificação, mesmo com as consequências sendo tão graves para a economia.

Pirataria Digital

Já não fácil combater a pirataria física, a digital então…Além da venda de produtos falsos pela internet, os desvios de sinais de TV a cabo e plataformas de streaming, causam hoje um prejuízo de carca de 15 bilhões de reais por ano.

Jonas Antunes Couto, diretor jurídico da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), disse que “Quase 150 mil cargos deixam de ser contratados pelas empresas formais que trabalham para desenvolver o país justamente porque há uma preferência pelo consumo ilegal que operações que não pagam imposto não respeitam direito de terceiros”.

Sabia que na NOFAKE você pode denunciar lojas que vendem produtos falsificados das suas marcas e grifes favoritas?

Não apenas grandes marcas, como também grifes conhecidas mundialmente causam grande desejo em milhares de pessoas no mundo todo. Entretanto, isso infelizmente desperta o interesse de pessoas má intencionadas com o intuito de falsificar os produtos. Como resultado isso acaba denegrindo a marca, seu design e sua história. Por isso, não deixe isso acontecer! Conhece alguma loja que vende produtos falsificados?

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